19.10.05

Entre cacos e dor!

Frio. Você acorda com frio, a neblina bate gelada em seu peito nu, e apesar disso você se sente confortável. Seus olhos abrem lentamente, e olhado em volta você vê uma grande noite, não sabe onde esta, e não se lembra como foi parar nesse lugar.

É feriado, seus pais sempre muito felizes. Mais a imagem esta sem foco, o som não existe, você não sabe o que eles estão fazendo. Sua casa sempre tão bonita e confortável parece tão distante. seu corpo treme.
As estrelas no céu, você poderia observa-las por toda a eternidade, mais você não quer...levanta-se lentamente e olhando a sua volta, se sente desconfortável por uma presença que não existe, seus pés tocam pedras negras e você da alguns passos até a grama. Vermelha. Lá você sente um prazer que jamais sentira antes, nunca avia percebido como é bom tocar os pés descalços na grama. Liberdade. Falsa, mais liberdade.

O carro esta pronto. Malas. Você insiste para ir na frente, e sua mãe deixa. Sua mãe...sempre tão bondosa, terna e calma, seu toque era quente, e seu canto era mais calmo que o som do mar.
O mar, à frente, imóvel como um espelho. Reflete sua imagem. Seus olhos avermelhados se fecham. Uma luz aponta para eles. E a chuva volta a bater. Mais não o molha. Um som potente perfura seus tímpanos, e sua família chora. Lagrimas de verdade. Nenhuns dos seus sentidos funcionaram na hora, foi tudo tão rápido... Sim era noite, aniversario da sua tia, porque ela tinha de morar tão longe.
Seus olhos se moviam, mas não seu corpo, pessoas. Passos. Lagrimas. Luzes. Barulhos. Chuva...
Parece que faz tanto tempo, onde estão seus pais? Você corre para encontra-los, mais nem sabe onde esta indo. Você cai.


Sim agora você se lembra!



Uma guinada no volante, seu corpo inerte voou pela janela, e o barulho do vidro se partindo, como mil garrafas sendo arremessadas. Tudo foi tão rápido, tudo foi tão rápido...

Mais a sensação não foi ruim, a calma o tomou aos poucos. Uma calma como a que você sentiu ao nascer. Nos braços de sua mãe. Você não se lembra, mais foi essa calma. Com o apoio dos braços você se levanta lentamente, e observando a sua volta, entre o mar e uma montanha, a um caminho. O único.
Lentamente você percebe que não a mais o que fazer, seus passos tem de seguir o caminho desconhecido. E lentamente você o segue. Com a certeza de que não á riscos, pelo menos não a sua vida.


Yan troisi

1 comment:

Marcel83 said...

vou virar leitor daqui fácil =)
irado.. sempre que der vou ler aqui.

tamu ae =)