<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143</id><updated>2011-10-06T15:07:26.098-07:00</updated><title type='text'>dimension-x</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-6886243821833291875</id><published>2007-11-09T08:34:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T08:36:29.547-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ai vai a resenha de dois livros que lí ultimamente (um deles ficou entre os melhores que já lí na vida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Márquez; editora Record; tradução de Eliane Zagury; 404 páginas, sexagésima edição.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;   Que Gabriel Garcia Márquez é considerado o Pelé da literatura todo mundo já sabe. Sua obra resiste ao tempo e continua maravilhando geração após geração, fazendo brilhar os olhos de todos que se aventurem pelas páginas de qualquer uma de suas obras imortais. Mais por que Cem anos de solidão é considerada sua mais importante obra? A resposta talvez seja a mais simples possível: cada frase do livro é carregada de enorme sentimento, cada sílaba parece que foi pensada por anos para ser colocada onde está, e, cada página é capaz de emocionar até o mais duro dos leitores.&lt;br /&gt;   Acompanhamos a saga da família Buendía por décadas e décadas, desde a fundação de Macondo pelo patriarca da família José Arcádio Buendía, até a guerra que assolaria a cidade anos depois. Temos a sensação de sermos testemunhas oculares das felicidades e sofrimentos da família, vibramos com a chegada dos ciganos, sofremos com o fuzilamento do coronel Aureliano Buendía e nos refrescamos com as chuvas de Outubro que caem sobre a cidade. A impressionante capacidade do autor de nos deliciar com a mais simples das historias talvez seja o triunfo máximo do livro. Não é raro nos sentimos como uma criança conhecendo o gelo pela primeira vez, com os olhos maravilhados pela densidade poética com que a historia é contada. Cada página é uma nova descoberta e uma nova emoção, sonhamos com os peixinhos dourados e as chuvas de minúsculas flores amarelas que enfeitam o conto como minúsculos detalhes que tornam-se, graças a narrativa, reais e verossímeis.&lt;br /&gt;Gabriel Garcia dizia que escreveu o livro tentando imitar o tom de sua avó quando ela lhe contava histórias, talvez por isso o tom intimista do livro continue encantando todos que se aventurem pelas suas páginas. O tom de realidade fantástica que permeia as paginas do romance faz parecer como se Macondo estivesse próxima da nós, como se pudéssemos alcançá-la com a ponta de nossos dedos.&lt;br /&gt;   Cem anos de solidão é considerada por muitos uma das maiores historias da literatura mundial, foi vencedora do premio Nobel de Literatura em 1982 e é obra obrigatória para todos que saibam no mínimo ler. O livro é uma viagem inesquecível para uma Macondo pessoal, uma Macondo que ganha vida na cabeça de cada leitor, nos fazendo acreditar uma vez mais nas maravilhas de nossas próprias fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boca do inferno, de Ana Miranda; Companhia das Letras; 337 páginas, quarta edição.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;   Durante o malévolo governo militar de Antonio de Souza de Menezes, o Braço de Prata, ocorre na Bahia do século XVII, o assassinato do alcaide da cidade de Salvador. Esse assassinato acaba servindo de pretexto para o começo de uma guerra entre o militar Braço de Prata e o grupo de liberais que lutam para dar fim à ditadura cruel vigente naquela época. O grupo de liberais, liderados pelo padre Antonio Vieira, é falsamente acusado do crime, e uma onda de opressão recai sobre a cidade. O poeta brasileiro Gregório de Matos, conhecido como o Boca do Inferno por seu senso de humor satírico que ironizava e desprezava os poderosos, se vê em meio ao turbilhão que a opressão formou e resolve fugir para evitar a cadeia ou a morte.&lt;br /&gt;   Personagens reais e fictícios misturam-se em meio ao romance que, nos apresenta diversas personagens interessantíssimas tomadas e corrompidas pela venalidade mercantil que sofria, verdadeiramente a Bahia daquele século. O dia-a-dia da cidade é amplamente detalhado na trama, que vai se desenvolvendo aos poucos. Todos os personagens do romance dividem-se entre caçadores e caças a narrativa alterna como cenário os nobres salões da cede do governo ao mais sujo beco que retrata o estilo de vida colonial dos brasileiros do ano 1863.&lt;br /&gt;   O romance, que é dividido entre sete partes denominadas: A cidade, O crime, A vingança, A devassa, A queda e O destino, nos leva ao mais sórdido pecado, linguajar e físico, e em meio a prisões, torturas e sexo a historia vai sendo contada e, aos poucos, a própria cidade, que serve mais como personagem do que mero cenário, vai sendo, aos poucos, modificada. Essa visão sórdida e suja da cidade entra em contraste com o paraíso tropical que ela também é. E isso acaba sendo refletido nos personagens, que, por um lado lutam pela liberdade e em outro, são facilmente tomados pela cobiça.&lt;br /&gt;   As bocas afiadas de Gregório de Matos e do Padre Vieira retratadas no livro são apenas um dos pontos fielmente retratados pela autora. A religião e a política também estão presentes na forma de personagens fieis as suas crenças. O livro traça um perfil do barroco brasileiro e serve para entendermos o meio de vida dos cidadãos daquela época. Boca do inferno é considerado por muitos uma das obras mais importantes da literatura brasileira. Foi traduzido para os Estados Unidos, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, França, Inglaterra e Holanda, entre outros países e recebeu um premio Jabuti de revelação no ano de 1990.&lt;br /&gt;   O livro é obra obrigatória para todos os apreciadores de uma boa literatura, que, por ventura, virão a conhecer, com sua leitura, as belezas historias de uma época onde as pessoas lutavam por sua liberdade, lutavam contra a venalidade e, lutavam usando o poder das palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-6886243821833291875?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/6886243821833291875/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=6886243821833291875' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/6886243821833291875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/6886243821833291875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2007/11/ai-vai-resenha-de-dois-livros-que-l.html' title=''/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-5952075941752206083</id><published>2007-09-29T18:50:00.001-07:00</published><updated>2007-09-29T18:50:44.122-07:00</updated><title type='text'>Beira-Mar</title><content type='html'>Certo dia passeado pelos calçadões da praia perdi-me olhando o mar. Lembrei dos versos de Joaquim Xavier da Silveira, jornalista e poeta santista. Nascido em nossa cidade assim como tantos outros que dão nomes a nossas ruas. Vicente de Carvalho o poeta do mar, certa vez escreveu “Eu sei que tudo acaba. A flor definha, as aves emudecem, morre o dia, os frutos caem, a folhagem seca. Da morte a um sopro a inteligência esfria...”. Percebi novamente o fim. Espreitando nossas costas, decretando o fim de tudo. O fim de tudo que um dia existiu, sejam as esperanças e planos de tantas pessoas que contribuíram de alguma forma para a cidade, sejam os jornais escritos e trabalhados em detalhes, que, no dia seguinte já perderam suas letras.&lt;br /&gt;   Nas calçadas enxergamos marcas de nossa historia. Historias escritas por pessoas que nasceram, viveram, lutaram e morreram nesse solo. Vicente de carvalho, Silvério Fontes, Antonio Manuel Fernandes, Afonso Schmidt e tantos outros que representam uma época onde nossa cidade era conhecida e respeitada por sua imprensa combativa. De suas cabeças nasceram jornais que fazem parte da historia do país e hoje, já não existem mais. O Diário de Santos, o Diário da Manhã, o Ação social, o Questão social, O Raio, O Popular, todos jornais importantíssimos que fizeram entre outras coisas a disseminação do Marxismo no Brasil. São hoje meros reflexos de um passado esquecido. Um passado há muito, enterrado na historia.&lt;br /&gt;   Como pode uma cidade como essa, hoje, depender de um imprensa centralizadora e monopolizadora como a que temos. Como pode delegarmos a importância de pessoas corajosas a, apenas, nomes de meia dúzia de ruas. Como se isso bastasse.&lt;br /&gt;   Não adianta ficar bravo. Ninguém é imune às ações do tempo. Ainda olhando para o mar percebo que talvez eles sejam. Grandes nomes são imortais. Por isso estou aqui, sentado na areia, lembrando de suas historias, percebendo o quanto eles influenciaram essa cidade em que nasci, vivi, lutarei e morrerei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-5952075941752206083?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/5952075941752206083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=5952075941752206083' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/5952075941752206083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/5952075941752206083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2007/09/beira-mar.html' title='Beira-Mar'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-1038191673076644397</id><published>2007-09-27T18:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-27T18:59:19.833-07:00</updated><title type='text'>Tecnocrácia</title><content type='html'>A internet, indiscutivelmente, causou uma das maiores mudanças na maneira como a comunicação é pensada. Um explosão de sites, blogg´s e outras ferramentas tomou a rede de assalto. A comunicação passou a ser em tempo real. Qualquer um, depois da explosão da internet, poderia criar conteúdo independente de quem seja e onde esteja.O jornalismo passou a ser participativo.&lt;br /&gt;   A socialização causada pela explosão da web acabou criando diversos novos nichos no jornalismo, e isso, de maneira nenhuma, pode ser visto de maneira negativa. A informação passou a estar a disposição de quem queira. E o beneficio disso para com o jornalismo é enorme. A informação não deve depender de grandes corporações dispostas, ou não, a publicá-las. Ela, em nome de um dos princípios do jornalismo, deve pertencer a todos que a queiram. Um dos pontos negativos pode ser a falta de profissionalismo ou de credibilidade da fonte, mas isso depende de onde o receptor buscará determinada informação.&lt;br /&gt;   o jornalismo é um trabalho que depende de fontes. A facilidade que a internet criou para encontrá-las é mais um dos pontos positivos que vieram a facilitar a vida do jornalista profissional. A participação do publico sempre foi primordial tanto para o jornalismo impresso quanto para qualquer outra forma de meio de comunicação. O jornalismo participativo da web só veio a provar isso de uma maneira diferente.&lt;br /&gt;   É importante para os futuros jornalistas acompanhar as novas tecnologias que vem para somar e ajudar seu trabalho, procurando se beneficiar dessas ferramentas para a execução de seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                           Yan Troisi de Savoia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-1038191673076644397?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/1038191673076644397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=1038191673076644397' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/1038191673076644397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/1038191673076644397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2007/09/tecnocrcia.html' title='Tecnocrácia'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-9123056114926346987</id><published>2007-09-03T13:25:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T13:26:24.559-07:00</updated><title type='text'>MR-8</title><content type='html'>No sertão onde nasci&lt;br /&gt;Lá eu vi luzir&lt;br /&gt;A mensagem que chegou&lt;br /&gt;Na forma de uma luz&lt;br /&gt;Era um homem de barba&lt;br /&gt;Mas não era Jesus&lt;br /&gt;Numa mão um lampião&lt;br /&gt;Na outra um facão&lt;br /&gt;Dizia palavras bonitas&lt;br /&gt;Sobre uma tal revolução&lt;br /&gt;Nas malocas sua figura&lt;br /&gt;Foi endeusada e amada&lt;br /&gt;Com um exercito errante&lt;br /&gt;Marchava sempre adiante&lt;br /&gt;Foi então que me contaram&lt;br /&gt;Que a verdade já morreu&lt;br /&gt;Se a paz foi ensinada&lt;br /&gt;Ninguém compareceu&lt;br /&gt;Quando parecia o fim&lt;br /&gt;Ai que aconteceu&lt;br /&gt;Na forma de zumbi&lt;br /&gt;Quem morreu reapareceu&lt;br /&gt;E enforcados na gravata&lt;br /&gt;Ordenava Zapata&lt;br /&gt;Pagariam por seus crimes&lt;br /&gt;Ai dias mais sublimes&lt;br /&gt;Iriam reaparecer&lt;br /&gt;Por que finalmente&lt;br /&gt;O sol ia voltar a nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yann Troisi de Savoia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-9123056114926346987?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/9123056114926346987/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=9123056114926346987' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/9123056114926346987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/9123056114926346987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2007/09/mr-8.html' title='MR-8'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-4583338462443938788</id><published>2007-08-27T23:54:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T23:58:19.511-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu apenas digo desculpe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu apenas digo desculpe quando pareço estar ausente&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando ando pela floresta sujo e rasgado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Murmurando meias palavras que queria ter dito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E cantando sozinho o que digo achar que sinto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu apenas digo desculpe quando prometo aparecer&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais prefiro ficar sozinho achando que ninguém me quer&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando tudo parece ser da maneira que não é&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só por ser apenas algo que não acho legal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu apenas digo desculpe quando não te beijei quando queria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estava de saco cheio olhando a fumaça de meu cigarro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Novamente lendo frases que queria ter escrito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Parado no frio só pra me sentir vivo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora eu apenas digo desculpe com meu olhar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não quero falar nem escutar minha voz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Digo desculpe pra mim mesmo em minha cabeça&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E me perdôo calado. Só por perdoar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Yann Troisi de Savoia &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-4583338462443938788?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/4583338462443938788/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=4583338462443938788' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/4583338462443938788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/4583338462443938788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2007/08/eu-apenas-digo-desculpe-eu-apenas-digo.html' title=''/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-113229346174626364</id><published>2005-11-17T21:56:00.000-08:00</published><updated>2005-11-17T21:57:41.746-08:00</updated><title type='text'>O hino dos reprovados</title><content type='html'>Não posso mais&lt;br /&gt;Continuar&lt;br /&gt;Não quero isso&lt;br /&gt;Nem aquilo&lt;br /&gt;Eu quero paz&lt;br /&gt;Nada demais&lt;br /&gt;Eu quero a vida&lt;br /&gt;Mansa e calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais promessas&lt;br /&gt;Porco imundo&lt;br /&gt;Trema e chore&lt;br /&gt;Morra de fome&lt;br /&gt;Não penso em nada&lt;br /&gt;Já reprovei&lt;br /&gt;Agora é hora&lt;br /&gt;Da minha lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabelo raspei&lt;br /&gt;De vermelho o pintei&lt;br /&gt;Agora que venha&lt;br /&gt;A revolução&lt;br /&gt;Só tenho problemas&lt;br /&gt;Não posso fugir&lt;br /&gt;Não quero ouvir&lt;br /&gt;Nem um sermão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( esse foi escrito quando reprovei de ano na escola, meu diretor tinha mal de parkinson, por isso a parte do trema e chore, ehheeh eu era malvado vendo hoje. )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-113229346174626364?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/113229346174626364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=113229346174626364' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113229346174626364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113229346174626364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/11/o-hino-dos-reprovados.html' title='O hino dos reprovados'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-113173478350905000</id><published>2005-11-11T10:45:00.000-08:00</published><updated>2005-11-11T10:46:23.520-08:00</updated><title type='text'>La,la,la...la</title><content type='html'>Agora chove aqui, e não posso esperar pra voltar pra casa, mesmo longe da multidão, uma palavra de conforto não iria ser ruim, iria? Agora já vi o céu, e o que posso esperar, existe um outro lado, onde posso te encontrar, nas ruas as pessoas, no peito um vazio, estou tentando ser assim, porque não posso ser assim? As lâmpadas queimaram, os jornais não tem letras, o estomago esta vazio e tudo porque é mais fácil, o sono que vem depois só mostra que aprendi, percebendo o quanto errei, e um dia vou concertar, nos cadernos desenhos ruins, de como eu sou chato, você não responde minhas cartas, agora eu já vi o inferno e o amargo na boca. Meu coração dispara e o som de uma arma me traz para fora, será que a algo ruim nisso? Sozinho contemplando a amargura de sonhar, não posso mudar tudo, nem posso mudar você! Isso é de amor, poderia ser de ódio, mas agora já me perco, e não é de nenhum dos dois. Sou forte mais sou fraco, não consigo nem dizer o quanto te odeio, porque te amo demais pra isso, não...eu não falo sobre ninguém Isso seria um poema, se tivesse rimas, mas sou ruim demais, ou, preguiçoso demais...Para escrever poemas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-113173478350905000?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/113173478350905000/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=113173478350905000' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113173478350905000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113173478350905000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/11/lalalala.html' title='La,la,la...la'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-113082873792766656</id><published>2005-10-31T23:03:00.000-08:00</published><updated>2005-10-31T23:05:37.936-08:00</updated><title type='text'>Uma Nova Cicatriz.</title><content type='html'>A chuva caia torrencial, e eu estava novamente contra minha vontade ( ou a favor dela) em um beco escuro. Uma parede de tijolos amarelos servia como apoio para as minhas costas, elas doíam. A madrugada já havia tomado conta do tempo, e no céu nem uma estrela velaria a morte de ninguém. Seria um fim trágico, morrer sem uma luz, uma estrela, uma vela, um cigarro eu poderia acender para quem quer que morre-se essa noite...sim isso eu poderia fazer.&lt;br /&gt;  Pego no meu velho jeans meu maço de cigarros, minhas mangas compridas estão dobradas. Negras. Posso ver meu ante braço coberto de cicatrizes, cicatrizes vermelhas, bem fundas, feitas com uma faca, bem afiada.&lt;br /&gt;   Quem as fez? Talvez eu mesmo ( ou não?) com a faca que carrego em minha cintura, uma faca como já falei bem afiada, suja de sangue, talvez o meu próprio sangue, mais não posso garantir isso. Meu corpo inteiro é coberto por elas, 67, 68 já não sei mais quantas, perdi a conta. A chuva dessa noite bate nelas. Com violência. E no frio eu sinto os cortes novamente. Todos eles. Como se os ferimentos ainda tivessem abertos, e isso me satisfaz, não posso esperar para sentir o prazer de encontrar um novo espaço em meu corpo, esperando a lamina gelada o preencher, sou louco?! E quem não é, pessoas se matam o dia inteiro, vivemos em uma sociedade capitalista, onde a regra é competir com os outros, para beneficio próprio. Não eu não sou comunista, nem nazista, na verdade não sei direito o que sou ( ou sei?!) mas isso pouco me importa, estou na chuva ainda.&lt;br /&gt;   Meu cigarro molhado queima rápido, a fumaça solta pela minha boca sobe o céu. Até que uma garota vira a esquina, abaixo a cabeça. Sou muito tímido. Ela passa reto. Rápido. Com medo de mim. Como se eu pudesse fazer algo contra ela, ela sim poderia me matar, ela sim poderia acabar comigo, ela sim....poderia me matar. Olho para as estrelas, tão bonitas, elas iriam velar a morte de alguém, a minha morte? Não, não...mas poderiam se eu não fosse rápido. Tiro a faca da cintura, e correndo enfio nas costas da garota. Loira. Agora ela não poderia me matar. Agora com seus belos cabelos loiros, manchados com o sangue dela (ou meu?) ela não poderia me matar...&lt;br /&gt;   E nem deu tempo da coitada gritar.&lt;br /&gt;   Olho mais uma vez para as estrelas, e sento no chão. A chuva ainda cai. Tiro minha camiseta molhada, negra, e procuro um espaço em minha pela tão judiada, ali no peito, próximo ao coração. Com a faca ainda suja com o sangue da bela garota corto meu peito com força, um corte profundo. E ali ficara a marca dela para sempre. Para sempre me lembrarei dela. Como a marca em meu peito.&lt;br /&gt;  Levanto e vou para casa, amanha é um novo dia, uma nova cicatriz, uma nova lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yan Troisi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-113082873792766656?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/113082873792766656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=113082873792766656' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113082873792766656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113082873792766656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/10/uma-nova-cicatriz.html' title='Uma Nova Cicatriz.'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-113030716769528511</id><published>2005-10-25T23:10:00.000-07:00</published><updated>2005-10-25T23:12:47.703-07:00</updated><title type='text'>O corpo de Rodolfo</title><content type='html'>Estavam todos felizes, rindo, brincando...até se esqueceram da presença dele, também tão pequeno em uma casa tão grande , Davi com seus dez anos, se afastara da felicidade, não porque assim queria, mas para ele aquilo não tinha nada a ver com felicidade. Ele não suportava os ´´outros`` e ao menor contato com eles, ele se retirava. Seus pais sabiam dessa falta de convívio social do filho, mas nada podiam fazer, já que mesmo ele, se recusava a freqüentar um psicólogo.&lt;br /&gt;   Moravam dês de que ele nascera em uma grande mansão, com um enorme bosque raramente freqüentado por alguém, com lagos e arvores enormes e verdes. Davi conhecia muito bem todo aquele lugar, e lá ele sentia-se vivo e feliz, isolado e longe de tudo o que não suportava, pelo simples fato se não suportar.&lt;br /&gt;   A festa com a família inteira estava boa, e ele sairá sorrateiramente para o bosque, mas mesmo tendo passado a vida toda naquele lugar, ao andar triste sob o morno sol do verão, ele avistou no meio da mata, uma coisa que nunca tinha visto antes. Talvez ele mesmo nunca tive-se ido lá antes, mas avistou um garoto. Um garoto da mesma idade que ele (aparentemente) caído na mata, com o corpo coberto por mato e vestido de branco. Davi, que nunca avia sentido medo na vida, se aproximou e percebeu que o garoto dormia, ele estava com a pele branca, e grandes olheiras no rosto sujo.&lt;br /&gt;   ´´ola amigo?! O que esta fazendo ai deitado?`` Davi perguntou, mais não obteve resposta, intrigado sentou ao lado dele, e parado lá a um tempo levantou-se e foi para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ao acordar na manha seguinte, depois de se alimentar da horrível comida da governanta, que seus pais muito ocupados deixavam cuidando dele, ele saiu para uma nova vista ao estranho garoto, pois não conseguia dormir pensando nele.&lt;br /&gt;  Chegou cedo, e sentou em um galho ao lado do garoto, que estava na mesma posição do dia anterior.&lt;br /&gt;   ´´você esta sempre aqui? Não tem que ir pra escola com aqueles colegas idiotas? Nem suportar ninguém?`` mas o garoto mais uma vez permanecia calado, sem se mover, e intrigado Davi falou ´´ bem, se não quiser me responder tudo bem! Mais não pode me impedir de ficar aqui, na propriedade dos meus país!`` e lá ficou sentado por muito tempo, observando a leve brisa bater nas folhas, os pássaros sobrevoando as nuvens, e o garoto deitado, deitado de branco ficava lá, com os grandes olhos negros abertos e imóveis, as vezes Davi olhava para eles, e numa dessas olhadas falou ´´ sabe você até que tem sorte, não sabe o que é ninguém ligar pra você, não sabe o que é não poder fazer o que se quer, não sabe o que não é ter amor de quem se quer ser amado.`` e assim começou a contar tudo sobre sua vida para o garoto, todas suas amarguras, todos seus pesadelos, todos os seus sonhos, assim ele ficou, percebeu que o garoto o ouvia, e não reclamava de suas queixas como todos as pessoas faziam.&lt;br /&gt;Mais estava tarde, a noite começava a vencer os raios de sol, e Davi avisando que precisava ir levantou-se e partiu.&lt;br /&gt;Mas um som quebrou o silencio. Um som perfurou o ar. E assim que chegou a Davi, fez com que seus olhos se arregalassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´´fique mais um pouco!``&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a voz do garoto no chão, alta e clara, ao se virar, ele percebeu que o garoto ainda permanecia na mesma posição, mas no meio da noite Davi se sentou ao lado dele, e ambos, ficaram conversando a noite inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Dia após dia, Davi fugia dos seus deveres, e passava cada vez mais tempo com seu novo amigo. Rodolfo, esse era o nome dele, ele mesmo havia dito isso,e mais um monte de coisas em comum que ambos compartilhavam, toda manha conversavam por horas e horas, chegavam a rir juntos, de historias que ambos contavam um para o outro, e cada um, mais e mais, admirava a companhia do outro, como verdadeiros amigos.&lt;br /&gt;    Certa manha ao acordar, Davi percebeu uma agitação na casa, algo que não era comum, em uma grande mansão onde os empregados são demitidos pelo simples fato de falarem. Ao descer as escadas rapidamente, ainda de pijama, Davi perguntou a governanta na cozinha ´´ o que esta havendo?``&lt;br /&gt;´´ o jardineiro encontrou um corpo nas proximidades, parece que está ali a anos, já o levaram para o crematória aqui atrais``&lt;br /&gt;Um frio subiu por toda a espinha de Davi. Ele não sábio por que achavam que Rodolfo estava morto, mais sabia que falavam dele. Instantaneamente Davi correu para o crematório, na rua de traz. Com sua bicicleta, pedalou o mais rápido que conseguia, não poderia suportar a idéia de perder o único amigo de quem realmente gostava, só conseguia lembrar-se das horas e horas que passaram conversando, do sol batendo no jovem corpo de ambos, dos risos e coisas que aprendera com aquele amigo tão querido.&lt;br /&gt;   Rapidamente Davi jogou sua bicicleta ao chão e entrou correndo pelas portas de vidro do grande prédio onde corpos ficavam enterrados em gavetas, e cadáveres eram queimados em fornalhas, ele só conseguia pensar em sua indignação, aquilo não poderia estar acontecendo com Rodolfo, não com Rodolfo, uma pessoa tão boazinha, amável. Passando despercebido pela recepcionista, Davi subiu andar por andar procurando desesperadamente pelas placas, indicando onde a cremação era efetuada, e subindo e subindo, encontrou a sala, com portas duplas. Davi entrou rapidamente nela, e abaixado, para que os funcionários não o avistassem, colocou a cabeça na grande fornalha, e apesar de todo calor, ardendo em seus olhos, lá permaneceu por segundos, até perceber que aquele não era Rodolfo, e sim, um homem velho, gordo, morto.&lt;br /&gt;Rapidamente ele correu para a próxima sala, seu tempo estava acabando, Rodolfo agora podia ser um amontoado se cinzas, e ele ficaria sozinho novamente. Sozinho por todo o sempre.&lt;br /&gt;Passando pela segunda fornalha, com a cabeça para dentro novamente, ele viu Rodolfo, mesmo sem as roupas brancas, ele consegui reconhecer a pele do amigo. Querido amigo. Seu belo rosto jovem, agora com os olhos fechados. Sem pensar duas vezes Davi se jogou dentro da fornalha, e, deitou em cima do amigo, abraçando-o, e sabendo que, nada nem ninguém poderia tira-lo de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo, começava a tomar conta de seus corpos, e Davi se agarrava ao corpo do amigo ainda deitado, o segurando com forças. ´´você veio?!!``&lt;br /&gt;Rodolfo perguntou lisonjeado. ´´ mas é claro, ficaremos sempre juntos!``&lt;br /&gt;Davi respondeu, com um leve sorriso nos lábios, enquanto o fogo os tomava, ambos conversavam e lembravam do sol morno, de quando se conheceram, das  horas e horas que passaram conversando, da brisa batendo no jovem corpo de ambos, dos risos e coisas que aprendera com aquele amigo tão querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o fogo os consumiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarão sempre juntos, em cinzas, sobre o morno sol do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             &lt;br /&gt;                                                                                                                                                 Yan Troisi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-113030716769528511?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/113030716769528511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=113030716769528511' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113030716769528511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/113030716769528511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/10/o-corpo-de-rodolfo_25.html' title='O corpo de Rodolfo'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-112985208513574572</id><published>2005-10-20T16:36:00.000-07:00</published><updated>2005-10-20T17:02:38.833-07:00</updated><title type='text'>encontro encantado</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/1600/blog%20menor%20japa%203.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/320/blog%20menor%20japa%203.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/1600/Consolao%201.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/320/Consolao%201.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/1600/marmota.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/320/marmota.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/307/1753/1600/ft02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucos shows e poucas bandas tem a capacidade de passar emoções para o publico da mesma maneira que a banda paulista Pedra Branca. Sons, imagens, pensamentos,cores, ruídos tudo se funde no som do grupo criando uma experiência única para aqueles que tem a sorte e o prazer de desfrutar da avalanche de sons criadas com o intuito de transportar o espectador para os mais variados estados de espírito que se possa chegar, céu, inferno tudo é tão abstrato e mágico, que, fica impossível passar com palavras toda a psicodélica artística e muito bem executada dos músicos.&lt;br /&gt;Sentados ao chão, como se estivessem meditando, os músicos parecem estar vulneráveis, mais assim que as pick-ups do musico João Criaco começam a transformar o silencio em poesia, e o abiu multi-instrumentista Luciano Sallun começa a dar forma a essa poesia com seus instrumentos arcaicos como o sitar (instrumento indiano), samissen (instrumento japonês) entre outros, o percussionista Aquiles Ghirelli completa o trio com a perfeição saída de sua tabla (percussão indiana), os músicos sem uma palavra vão tomando um a um a platéia, e transformando um momento em séculos, vão variando de instrumento para instrumento, a fim, de, criar uma experiência única em som, que mistura da psicodelia indiana, até o mais puro batuque Brasileiro, do eletrônico ao precário o grupo se arrisca a criar um som quase que inteiramente novo, e prova que se pode fazer muito com talento e criatividade.&lt;br /&gt;Sábado dia 24 de setembro, o grupo fez uma apresentação do evento Trance in Neverland 2nd edition, em Santos, que tinha como atrações principais, alem do Pedra Branca, o dj Dimitri Nakov, Skulptor, entre outros, o chill-out super bem montado e decorado pela equipe de organização, servia como uma moldura para a banda, criando uma apresentação única que serviu para capturar a todos, foi um momento único, para a platéia que esperava o show assiduamente.&lt;br /&gt;Para quem ainda não se contaminou pela magia do grupo, fica aqui o conselho, assista-os ao vivo, e comprove o quanto uma experiência pode se tornar gratificante, quando menos esperar, estará inerte ao som e ao ambiente, tornando aquilo um momento impar, um verdadeiro ´´Encontro Encantado``.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.playtrance.com.br"&gt;www.playtrance.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pedrabranca.blogger.com.br"&gt;www.pedrabranca.blogger.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pedrabranca.mus.br"&gt;www.pedrabranca.mus.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-112985208513574572?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/112985208513574572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=112985208513574572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/112985208513574572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/112985208513574572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/10/encontro-encantado.html' title='encontro encantado'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-112975053677174579</id><published>2005-10-19T12:34:00.000-07:00</published><updated>2005-10-19T12:35:36.776-07:00</updated><title type='text'>Entre cacos e dor!</title><content type='html'>Frio. Você acorda com frio, a neblina bate gelada em seu peito nu, e apesar disso você se sente confortável. Seus olhos abrem lentamente, e olhado em volta você vê uma grande noite, não sabe onde esta, e não se lembra como foi parar nesse lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É feriado, seus pais sempre muito felizes. Mais a imagem esta sem foco, o som não existe, você não sabe o que eles estão fazendo. Sua casa sempre tão bonita e confortável parece tão distante. seu corpo treme.&lt;br /&gt;    As estrelas no céu, você poderia observa-las por toda a eternidade, mais você não quer...levanta-se lentamente e olhando a sua volta, se sente desconfortável por uma presença que não existe, seus pés tocam pedras negras e você da alguns passos até a grama. Vermelha. Lá você sente um prazer que jamais sentira antes, nunca avia percebido como é bom tocar os pés descalços na grama. Liberdade. Falsa, mais liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O carro esta pronto. Malas. Você insiste para ir na frente, e sua mãe deixa. Sua mãe...sempre tão bondosa, terna e calma, seu toque era quente, e seu canto era mais calmo que o som do mar.&lt;br /&gt;   O mar, à frente, imóvel como um espelho. Reflete sua imagem. Seus olhos avermelhados se fecham. Uma luz aponta para eles. E a chuva volta a bater. Mais não o molha. Um som potente perfura seus tímpanos, e sua família chora. Lagrimas de verdade. Nenhuns dos seus sentidos funcionaram na hora, foi tudo tão rápido... Sim era noite, aniversario da sua tia, porque ela tinha de morar tão longe.&lt;br /&gt;   Seus olhos se moviam, mas não seu corpo, pessoas. Passos. Lagrimas. Luzes. Barulhos. Chuva...&lt;br /&gt;   Parece que faz tanto tempo, onde estão seus pais? Você corre para encontra-los, mais nem sabe onde esta indo. Você cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                     Sim agora você se lembra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma guinada no volante, seu corpo inerte voou pela janela, e o barulho do vidro se partindo, como mil garrafas sendo arremessadas. Tudo foi tão rápido, tudo foi tão rápido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mais a sensação não foi ruim, a calma o tomou aos poucos. Uma calma como a que você sentiu ao nascer. Nos braços de sua mãe. Você não se lembra, mais foi essa calma. Com o apoio dos braços você se levanta lentamente, e observando a sua volta, entre o mar e uma montanha, a um caminho. O único.&lt;br /&gt;   Lentamente você percebe que não a mais o que fazer, seus passos tem de seguir o caminho desconhecido. E lentamente você o segue. Com a certeza de que não á riscos, pelo menos não a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                      Yan troisi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-112975053677174579?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/112975053677174579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=112975053677174579' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/112975053677174579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/112975053677174579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/10/entre-cacos-e-dor.html' title='Entre cacos e dor!'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18019143.post-112968619673305243</id><published>2005-10-18T18:36:00.000-07:00</published><updated>2005-10-18T18:43:16.736-07:00</updated><title type='text'>De frente pro espelho</title><content type='html'>Deitados ambos na cama, o lençol do motel vermelho, á mesma cor do coração que bate acelerado no peito dos dois...á mesma cor do sangue depositado dentro das veias de ambos. Um sangue contaminado pólo êxtase do amor, e pela amargura do ódio...que ainda virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Com os olhos azuis, ele olha para o espelho do teto, e vê a pele dela, branca, como a neve. Nua. Mais ele não pode ver por dentro dela, (o sangue dela) uma pena!&lt;br /&gt;Pulmões negros, um coração apaixonado, um cérebro entorpecido. Um poema escrito para ela, na manha da descoberta!&lt;br /&gt;                                                                &lt;br /&gt;                                                 Um poema de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não conseguia parar de pensar nos braços dele, segurando-a, fazendo-a sentir-se segura em um mundo explodindo em podridão e doenças (doenças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele ainda se lembra quando se conheceram, no parque. Amigos em comum. Ela ainda se lembra do primeiro beijo, apaixonante, o sonho de se entregar a um amor mutuo seria realizado (se não fosse algo mais!) e eles poderiam desfrutar desse amor pelo resto de suas miseráveis vidas apaixonadas. Ele ainda se lembra quando descobriu, na casa dela, depois de um teste. Ela ainda se lembra do primeiro soco. Violento. O sonho de se entregar a um amor mutuo, pelo resto de suas curtas e odiosas vidas havia desmoronado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sexo. A chuva lá fora, bate na janela, os lábios de um tocavam o outro. Não importa o passado dela. As burradas. Nada iria atrapalhar esse momento, um momento mágico. Único. Decorado pelo quarto do motel, o amor nasceu em uma alma que, não mais acreditava nele...mais rápido assim como ele nasceu, ele ira morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   As lagrimas inconformadas correm pelo rosto dele, nada mais pode ser feito, e um erro, ditou uma vida, e mais uma vez, um juiz imponente, cego como a justiça, bate o martelo do destino e varre uma alma repleta de sonhos, para um inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela esta na cama. Olho roxo. Ele deixa escapar de sua mãe um papel. O roteiro para os próximos anos de vida. Ela esta na cama com lençóis azuis. Lagrimas e sangue. Ele sai pela porta, e por essa porta ele nunca mais retornará.  Ela nada pode fazer, só se abraçar á dor, e tentar vencer alem do amor perdido, a dor de saber que mudou o futuro da pessoa que mais amava. E ele com as palavras escritas no papel que escapara de sua mão mais cedo, ainda na cabeça, vaga pela rua, sem destino. Esperando, a AIDS o tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                   Yan Troisi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18019143-112968619673305243?l=dimension-x.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dimension-x.blogspot.com/feeds/112968619673305243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18019143&amp;postID=112968619673305243' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/112968619673305243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18019143/posts/default/112968619673305243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dimension-x.blogspot.com/2005/10/de-frente-pro-espelho.html' title='De frente pro espelho'/><author><name>yann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13692052439459809491</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
